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terça-feira, 15 de julho de 2008

Finalmente... O novo Mobilis

Em junho do ano passado tínhamos a informação de que o Mobilis seria fabricado no Brasil. Este blog foi um dos principais veículos a repercutir o furo. Minhas informações colidas na imprensa e junto a própria Encore (fabricante do aparelhinho) apontava o desejo e as dificuldades de produzi-lo aqui.

Se você quer relembrar o que já publiquei sobre o assunto, clique aqui. Se quiser ter uma idéia da repercussão, veja o BR-Linux e Blog do Rodrigo Ghedin.

Até meados do ano passado, tirando o Classmate da Intel, o pioneiro XO da OLPC e o próprio Mobilis, não havia projetos de subnotebooks baratos no mercado. Esta realidade anacrônica foi quebrada primeiro pela Asus, com seu eeePC (que era 99% baseado no Classmate mas numa versão para o varejo) e depois pela entrada de outros atores na exploração deste nicho.

Hoje efetivamente contamos no mercado nacional com o Positivo Mobo (que é baseado na plataforma móvel de baixo custo da Via) e o classmate de 2a geração, comercializado pela CCE e também pela Positivo.

Também é fácil encontrar o importado Asus eeePC, incluindo sua 2a geração, com processador Atom, ao invés do Celeron e tela de 8,9' (ao invés de 7', como no primeiro modelo e nos concorrentes).

O Mobo e o eeePC de primeira geração podem ser comprados no mercado brasileiro por menos de mil reais, mesmo se financiados em várias vezes.

Agora a Dell, HP e tantas outras empresas pequenas, médias e gigantes planejam entrar no mercado de sub-notebooks. Só numa feira de negócias da Ásia apareceram nada menos que 50 protótipos. Todos tem em comum a portabilidade e, para alguns, o baixo-preço é o atrativo principal.

Será que neste contexto há espaço para o Mobilis e seu processador Texas?

Acho que a resposta se assenta em três pilares: preço, recursos e distribuição. Se ele custar mais barato que os demais, oferecer desempenho igual ou superior com recursos únicos (como acesso à TV Digital e internet via celular 3G ou EDGE/GSM) e conseguir atingir o varejo tanto quanto a alternativa Mobo da Positivo (que tem a maior capilaridade na distribuição), acredito que a sobrevivência e, talvez, o sucesso estivesem garantidos.

Mas agora que a tecnologia está pronta faltam as definições comerciais. E serão elas que definirão o preço e estratégia de venda... e até se é viável colocá-lo de fato no mercado.

Veja também este artigo no Dicas-l.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mobilis em setembro!

Na sexta-feira antes do encontro recebi a notícia de que os entraves burocráticos haviam terminado e finalmente o Mobilis entrará em produção no Brasil até setembro.

Engraçado, pois achava que algumas poucas unidades para testes já haviam sido produzidas na fábrica do sul do país, para "aquecer" a linha de produção. Na verdade não há mais nenhum Mobilis no Brasil além dos 40 que estão em teste pelo projeto UCA.

A questão é que a legislação brasileira é muito complicada, para se aproveitar incentivos diversos deve-se acatar regras muitas vezes estranhas e defasadas. Por exemplo, o Mobilis já sair de fábrica pronto para receber a TV Digital Brasileira (que estréia em dezembro), mas os setup-box (conversores para a TVDB) só podem ser fabricados na Zona Franca de Manaus e não podem conter outros componentes. Só assim é possível aproveitar os incentivos fiscais que o governo está dando.

Na prática significa que o Mobilis pode ser fabricado no sul do país, mas o setup-box deve ser feito em Manaus, como um componente externo que se encaixa ao Mobilis. Fazer os dois juntos sai mais caro do que fazer os dois separados, em fábricas distantes milhares de quilômetros.

De qualquer maneira, em setembro (ou pelo menos antes do Natal) teremos o primeiro laptop/UMPC/sei lá... de baixo custo sendo produzido em larga escala. Num modelo único no mundo.

O pessoal da brasileira Telavo e da indiana Encore têm sido muito visionários para bancar esta brincadeira em meio a tantas dificuldades financeiras e burocráticas.