segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Testes para homologação do leilão do UCA

Hoje ocorrem os testes de aderência do leilão do UCA, isto é, um determinado número de equipamentos são entregues ao MEC (que é o responsável pela licitação) e ele realiza diversos testes para ver se o equipamento oferecido está de acordo com o edital. Nesta fase é testado somente o equipamento vencedor do leilão. Caso ele não corresponda as especificações (o que já ocorreu em outros pregões do MEC), o segundo colocado pode ser chamado.

No ano passado a Positivo, vencedora na época, nem chegou a participar deste teste, por conta do impasse no preço oferecido.

Abaixo as normas do teste de aderência publicadas junto com o edital do pregão:

PROCEDIMENTOS PARA OS TESTES DE ADERÊNCIA DOS EQUIPAMENTOS E DOS SOFTWARES


a) Os testes de aderência dos equipamentos visam constatar a adequação da proposta e da oferta dos laptops aos requisitos de qualidade necessários para a execução das ações da SEED/MEC;
b) Os equipamentos utilizados nos testes de aderência deverão ser os mesmos constantes da proposta do proponente, possuindo assim, pelo menos as características técnicas mínimas exigidas neste Termo de Referência. Vale salientar que os equipamentos a serem entregues deverão ser idênticos aos usados nos testes, ou seja, de modelo, marca e características;
c) A licitante classificada em primeiro lugar deverá instalar e configurar, sob a supervisão de técnicos da SEED/MEC, toda a solução exigida, tanto de hardware e software. A mesma também deverá instalar, configurar e demonstrar a solução do servidor exigida no subitem 8.2.3, deste Termo de Referência. Todos os testes, com exceção daqueles descritos no subitem 7.11 deste Termo de Referência, serão realizados nas dependências da SEED/MEC. A Contratante reserva-se ao direito de convocar, para fins de acompanhamento e averiguação, quaisquer especialistas que julgar necessários ao processo;

1) DOS TESTES

Para a realização dos testes de Aderência, a SEED/MEC analisará a proposta do licitante classificado em primeiro lugar e examinará as amostras dos equipamentos. As exigências e funcionalidades descritas abaixo deverão ser simuladas e demonstradas, pela licitante, sob a coordenação dos técnicos da SEED/MEC. Todos os equipamentos, acessórios, dispositivos, softwares, etc. necessários aos testes deverão ser providenciados pela proponente:

1) Verificação da documentação técnica para saber se a mesma está em idioma português do Brasil;
2) Rede ad-hoc de múltiplos saltos (mesh network). Este teste deverá ser realizado com pelo menos 3 (três) equipamentos;
3) Autonomia da bateria
• O teste será realizado em 2 (dois) equipamentos distintos e ao mesmo tempo;
• O equipamento deverá estar instalado e configurado com todos os seus softwares;
• O teste deverá ser realizado com o equipamento ligado e o sistema operacional carregado;
• A tela de LCD deverá estar ligada, com nível de brilho configurado no máximo e assim permanecer até o final dos testes;
4) Tempo de carregamento da bateria
• O teste será realizado com o equipamento desligado e em 2 (dois) equipamentos distintos e ao mesmo tempo;
• O equipamento deverá estar com a bateria totalmente descarregada;
5) Teste de substituição da bateria;
6) Peso do equipamento
• A medição deverá ser feita com balança de precisão digital homologada pelo INMETRO.
7) Teste de resistência a impactos dinâmicos;
8) Teste do sistema de segurança descrito no subitem 8.1.20 deste Termo de Referência;
9) Teste dos softwares
• A licitante deverá demonstrar as funcionalidades e características mínimas exigidas neste Termo de Referência. As características extras, aqui não exigidas, não necessitarão de demonstração;
• Deverá ser instalado e configurado e simulada a utilização dos softwares do servidor da escola.
10) Teste de compatibilidade do navegador web com plugins deverão ser utilizados as seguintes URL:
• http://rived.proinfo.mec.gov.br/modulos/fisica/micromacro/atividade1.htm
• http://www.francoclic.mec.gov.br/reflets/licao01/introduction.php
• http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=46481&co_midia=3
• http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraDownload.do?select_action=&co_obra=17623&co_midia=6

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Porque a OLPC não participou do leilão do UCA

Questionei David Cavallo, representante da OLPC na América Latina, sobre a não participação da organização no último leilão do UCA. Recebei uma curta resposta, ainda não-oficial.

O principal ponto foi a impossibilidade da OLPC cumprir algumas exigências do edital. Complementa ele: "é positivo que nem todos consigam cumprir todos os requisitos (alguns até contraditórios, como o de ter somente software livre mas também incluir o Flash)".

Ao que parece a não participação no pregão foi uma opção consciente da ONG e também deve ter influído o pouco tempo para se organizar depois da publicação do edital (12 dias).

David também disse que a OLPC vai muito bem e tem crescido sobremaneira nos outros países da América Latina e na África. Inclusive ele pessoalmente tem tido muito trabalho implementando o projeto nestes dois continentes.

Talvez tenha "faltado perna" e interesse em dissecar a burocracia brasileira. A OLPC não é muito chegada em disputas abertas com regras que a obrigariam a readequar seu modelo de trabalho. É mais fácil para ela entregar equipamentos e ajudar a formar educadores, sem ingerência explícita e preocupações exageradas com suporte técnico.


Mobilis deve ser fabricado no estado de São Paulo

Como já tinha postado aqui em julho, a Comsat possui unidades de produção em Taboão da Serra e São José dos Campos. Elas já tinham recebido no começo do ano investimentos de R$ 2 milhões para se adaptarem à produção do Mobilis.

Outra possibilidade seria terceirizar a produção na cidade de Porto Alegre, RS, onde fica a fabricante dos chips.

Em entrevista ao jornal Valor Econômico de hoje, numa reportagem curta, informativa e muito bem feita num tempo recorde, o Diretor-Presidente da Comsat, Jackson Sosa, disse: "Estamos prontos. Agora vamos trabalhar no projeto".

Para conferir a reportagem clique aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O perfil do laptop campeão


A imagem ao lado é do Novo Mobilis, o laptop vencedor do pregão do UCA.

Segundo a descrição feita no pregão, o laptop vem com aplicativos pedagógicos, design apropriado para estudo e pesquisa de professores e alunos, portabilidade (200 gramas), bateria de 8 horas com recarga de 50 minutos, tela touch screen e alternativa de uso de teclado tradicional.

Na foto ao lado temos o modelo "agenda" (mais claro) e o modelo "tradicional", encapado em borracha, com teclado e suporte. Tudo opcional, já que o produto é na verdade um tablet. Internamente os dois modelos são idênticos, mas não dá para saber qual deles foi oferecido ao MEC.

A tela ainda é sensível ao toque e substitui o teclado tradicional com vantagem na maioria das situações (menos na escrita de textos longos), a bateria tem uma durabilidade muito longa (8 a 10 horas) e ele pode vir com o receptor para TV Digital, que é um dos ramos principais de atuação da Comsat.

Outras caracteríticas:
- O processador é um RISC da Texas Instruments (TI OMAP2431 de 450MHz)
- Até 512MB de RAM e 4GB de SSD-HD
- Display de 7 polegadas
- Linux Mandriva
- 2 portas USB, caixa de som, etc...

Uma caracteristica do processador (e que deve ter influenciado sua escolha) é que ele permite codificar e decodificar em MPEG4/H264. Este é o formato de mídia mais avançado, que permite melhor compactação e qualidade. Este formato é utilizado na TV Digital Brasileira e sofreu críticas por necessitar de hardware específico para o processamento, ao contrário do MPEG2, utilizado na TV Digital da Europa e dos EUA, além dos DVDs.

A Comsat Tecnologia faz parte do mesmo grupo da Telavo, tradicional fabricante de transmissores analógicos e digitais para emissoras de TV e rádio e que agora está entrando no ramo de receptores para a TVDB, depois de desenvolver tecnologia própria. Há produtos interessantes nesta categoria no site.

Apesar de tecnicamente pronto, o novo Mobilis ainda não tem previsão de venda no varejo e nem preço definido. Ao vencer o pregão do UCA a Comsat pode estar concretizando uma estratégia para popularizar este aparelhinho, desencadeando sua produção em larga escala e definindo finalmente uma política de preço e e distribuição.

Outro link: Compare o novo Mobilis com o modelo original descrito neste artigo.

Mobilis baixa mais um pouco sua oferta para R$ 550 por máquina

Após o final do leilão a Comsat, fabricante do Mobilis, aceitou rever para baixo a sua oferta campeã. O valor final é de R$ 82.550.000,00 ou R$ 550,33 por máquina (com 1 ano de garantia, entrega no local, software servidor e impostos).

O preço é menor que os R$ 87 milhões negociados com a Positivo até o começo deste ano, quando o leilão foi cancelado. Mas o equipamento também possui configurações mais modestas.

Mobilis ganha o novo leilão - OLPC não participa

A Comsat Tecnologia e a indiana Encore venceram o leilão federal para a compra de 150 mil laptops educacionais com o Mobilis. O valor oferecido foi de R$ 89 milhões e 550 mil.

Após o fim do leilão é divulgado o nome das empresas e produtos ofertados. A OLPC não participou através de representante, como no ano passado.

O valor inclui o equipamento com configuração de acordo com o edital da licitação, entregue no local em até 2 meses, 1 ano de garantia e software para os servidores escolares.

O preço ainda pode sofrer variação para baixo após negociação com o MEC, como aconteceu com a Positivo ano passado. Mas o pregoeiro não mencionou se o valor final está muito acima das espectativas e da dotação orçamentária para a compra, como também aconteceu no ano passado.

Por enquanto então é: PARABÉNS MÓBILIS!

Novo leilão pode também ser suspenso

Como aconteceu no ano passado o novo leilão do UCA pode ser suspenso, tendo em vista que não houve disputa pela oferta de uma proposta melhor, isto é, abaixo dos R$ 89,55 milhões. Apesar de não ter sido citado pelo pregoeiro, o chamado "preço de referência" estipulado tecnicamente pelo governo e mantido em segredo pode não ter sido atingido novamente.

Neste caso, cabe ao responsável pela licitação, no caso o MEC, avaliar a proposta e ver se dá para pagar o valor mais alto que o previsto. Também é avaliada a possibilidade de formação de cartel para impor um valor superior (o que não parece o caso).

Esta é a última chance dos concorrentes. Pode ser também que todos estejam esperando este momento para fazer sua última cartada, evitando assim uma queda muito abrupta dos preços, apesar do risco maior de perder nos lances livres.

Os dois leilões chegam a valores semelhantes

Apesar da crise financeira, que influi negativamente na cotação do dólar e na oferta de financiamento às empresas, o novo pregão do UCA chega a valores bem próximo daqueles da frustrada tentativa do ano passado.

Naquela época o menor lance foi feito pela Positivo Informática: R$ 98.1 milhões. O valor ainda foi negociado após o leilão e chegou a R$ 87 milhões, quando então o pregão foi cancelado.

Hoje, a Comsat já ofereceu um lance bem próximo deste último valor: R$ 89,55 milhões. Mas o Mobilis é equipado com um processador mais fraco e tem uma arquitetura completamente diferente do Classmate e de outras opções (assim como o XO, da OLPC).

Outra variante positiva foi o tempo de garantia, que baixou de 3 anos para 1 ano.

O valor de R$ 597 a unidade ainda é muito alto, tendo em vista o volume da compra, mas talvez seja o possível neste momento de crise financeira e frente a burocracia que envolve os pagamentos governamentais.

Mobilis não participou do pregão anterior

No ano passado, nessa mesma época, ocorreu o primeiro pregão do UCA. A Comsat, fabricante e uma das desenvolvedoras do Mobilis reclamou, mas não pôde participar porque o edital explicitamente citava que o teclao devia ser incorporado ao gabinete. O Mobilis possui prioritariamente tela toque para entrada de dados e o teclado é um acessório USB externo.

De lá para cá o Mobilis mudou bastante. O teclado ainda é um item opcional, mas ele agora está "integrado" ao gabinete através da embalagem que protege o aparelho, mas continua um componente externo. Essa manobra permite atender ao edital e também ao público em geral, que pode preferir a digitação tradicional.

Lembrando que o novo Mobilis já foi lançado há alguns meses, mas até agora não entrou em produção de escala, provavelmente por falta de financiamento. Este pregão pode ser a oportunidade da Comsat Tecnologia emplacar o aparelhinho que, na minha opinião, está defasado frente as opções com Atom, apesar das qualidades.

Como acompanhar o leilão

A licitação eltrônica é pública e pode ser acompanhada por qualquer cidadão. Se você quiser acompanhar o leilão do UCA que acontece agora siga os seguintes passos:

Vá no site http://www.comprasnet.gov.br

Escolha no menu a opção "Acesso livre" > "pregões" > "em andamento" (neste caso. Quando o pregão terminar será outra opção: "consulta ata")

Vai aparecer um formulário complicado. Preencha apenas os campos "situação" com "todos"; "Cód. UASG" (é 153173) e o "número do pregão" (é "1072008 ").

A partir daí entra-se numa página onde é exibido o melhor lance até o momento e tem-se acesso às mensagens do pregoeiro, entre outras coisas.

Mobilis dá a melhor oferta no novo pregão do UCA

O pregão para compra de 150 mil laptops educacionais para o programa "Um Computador por Aluno" do Governo Federal começou às 9:49h de hoje e 1 minuto depois já havia 6 propostas.

Nesta fase do processo os lances são anônimos, mas dá para reconhecer algumas empresas pelas características do produto e sua apresentação.

O Mobilis, fabricado pela empresa brasileira Comsat Tecnologia com a indiana Encore, fez a melhor oferta: R$ 89.550.000,00.

Se este preço estiver nas espectativas do leiloeiro ela leva.

Eu já resenhei o Mobilis no meu blog: Mobilidade e Educação

Informações sobre o pregão podem ser acompanhadas em tempo real em Comprasnet.gov

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

TIM WEB: O fim de uma saga

pessoal,

Acabei de cancelar o meu TIMWEB que tive a infelicidade de contratar em Campinas, São Paulo.

Minha experiência foi muito triste e o principal problema foi o péssimo atendimento ao cliente da operadora.

A qualidade da conexão era muito ruim.

Desaconselho o investimento, principalmente se estiver atrelado à fidelidade por “x” meses.

Vejam o site http://www.reclameaqui.com.br/151147/tim-gsm/tim-web-eterna-lentidao-modem-sem-suporte-e-pessimo-atendime/

Para conhecer as promessas oferecidas na época em que comprei e o que é esse serviço (para quem ainda não conhece), clieque aqui.

Nunca resenhei o TIMWEB porque quis tomar o cuidado de conhecer melhor o serviço e o atendimento. Infelizmente tudo foi tão ruim que preferi nada escrever para "manter o nível" do blog.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Finalmente... O novo Mobilis

Em junho do ano passado tínhamos a informação de que o Mobilis seria fabricado no Brasil. Este blog foi um dos principais veículos a repercutir o furo. Minhas informações colidas na imprensa e junto a própria Encore (fabricante do aparelhinho) apontava o desejo e as dificuldades de produzi-lo aqui.

Se você quer relembrar o que já publiquei sobre o assunto, clique aqui. Se quiser ter uma idéia da repercussão, veja o BR-Linux e Blog do Rodrigo Ghedin.

Até meados do ano passado, tirando o Classmate da Intel, o pioneiro XO da OLPC e o próprio Mobilis, não havia projetos de subnotebooks baratos no mercado. Esta realidade anacrônica foi quebrada primeiro pela Asus, com seu eeePC (que era 99% baseado no Classmate mas numa versão para o varejo) e depois pela entrada de outros atores na exploração deste nicho.

Hoje efetivamente contamos no mercado nacional com o Positivo Mobo (que é baseado na plataforma móvel de baixo custo da Via) e o classmate de 2a geração, comercializado pela CCE e também pela Positivo.

Também é fácil encontrar o importado Asus eeePC, incluindo sua 2a geração, com processador Atom, ao invés do Celeron e tela de 8,9' (ao invés de 7', como no primeiro modelo e nos concorrentes).

O Mobo e o eeePC de primeira geração podem ser comprados no mercado brasileiro por menos de mil reais, mesmo se financiados em várias vezes.

Agora a Dell, HP e tantas outras empresas pequenas, médias e gigantes planejam entrar no mercado de sub-notebooks. Só numa feira de negócias da Ásia apareceram nada menos que 50 protótipos. Todos tem em comum a portabilidade e, para alguns, o baixo-preço é o atrativo principal.

Será que neste contexto há espaço para o Mobilis e seu processador Texas?

Acho que a resposta se assenta em três pilares: preço, recursos e distribuição. Se ele custar mais barato que os demais, oferecer desempenho igual ou superior com recursos únicos (como acesso à TV Digital e internet via celular 3G ou EDGE/GSM) e conseguir atingir o varejo tanto quanto a alternativa Mobo da Positivo (que tem a maior capilaridade na distribuição), acredito que a sobrevivência e, talvez, o sucesso estivesem garantidos.

Mas agora que a tecnologia está pronta faltam as definições comerciais. E serão elas que definirão o preço e estratégia de venda... e até se é viável colocá-lo de fato no mercado.

Veja também este artigo no Dicas-l.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Novo Mobilis... Até que enfim!



Em junho do ano passado eu anunciei que o Mobilis, o sub-notebook da empresa indiana Encore, seria fabricado e comercializado no Brasil diante da expectativa do projeto "Um Computador por Aluno" do Governo Federa.

Infelizmente, questões burocráticas, comerciais e tecnológicas adiaram em muito a iniciativa.

Nesse meio tempo os sub-notebooks se tornaram realidade mundial. A Asus conseguiu ser a primeira a obter sucesso comercial com eles, através do seu eeePC e muitos outros fabricantes estão desenvolvendo sub-notebooks.

Eu, particularmente, sinto-me de certa forma responsável por ter alimentado as notícias do lançamento do Mobilis, que na época correspondiam às expectativas do fabricante. Por isso acho relevante o fato da Comsat Tecnologia ter inaugurado seu novo site e posto entre os produtos o novo Mobilis.

O produto foi completamente redesenhado. Na foto acima temos o modelo "agenda" (mais claro) e o modelo "tradicional", encapado em borracha e com teclado e suporte (tudo opicional).

A tela ainda é sensível ao toque, a bateria dura até 10 horas e ele já vem com o receptor para TV Digital.

Outras caracteríticas:
- O processador foi mudado para um RISC da Texas Instruments (TI OMAP2431 de 450MHz)
- Até 512KB de RAM e 4GB de SSD-HD
- Display de 7 polegadas
- Linux Mandriva
- 2 portas USB, caixa de som, etc...

Uma caracteristica do processador (e que deve ter influenciado sua escolha) é que ele permite codificar e decodificar em MPEG4/H264. Este é o formato de mídia mais avançado, que permite melhor compactação e qualidade. Este formato é utilizado na TV Digital Brasileira e sofreu críticas por necessitar de hardware específico para o processamento, ao contrário do MPEG2, utilizado na TV Digital da Europa e dos EUA, além dos DVDs.

A Comsat Tecnologia faz parte do mesmo grupo da Telavo, tradicional fabricante de transmissores analógicos e digitais para emissoras de TV e rádio e que agora está entrando no ramo de receptores para a TVDB, depois de desenvolver tecnologia própria. Há produtos interessantes nesta categoria no site.

Apesar de tecnicamente pronto. O novo Mobilis ainda não tem previsão de venda e nem preço definido. Esta indefinição da estratégia comercial traz uma pergunta: ainda há espaço para o Mobilis hoje?

Outro link: Compare o novo Mobilis com o modelo original descritoi neste artigo.

De volta!

Passei muito tempo fora, dedicando-me a outros projetos. Parei de postar enquanto decidia a migração deste blog e do seu conteúdo para um formato "mais profissional". Acabei adiando a mudança tempo demais e não postei mais nada.

Decidi retomar aqui mesmo, enquanto faço o novo sítio.

Nesse meio tempo deixei passar muita coisa importante. Mas aos poucos retomamos. Sinto, por exemplo, não ter falado do Asus eeePC, do Positivo Mobo e de outras iniciativas de conectividade que estão surgindo por aí.

Mas vou tentar fixar-me ao menos nas notícias mais inéditas ou que não se encontram com facilidade por aí.

Bem... Estou de volta!